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Bruno

  • 15/ago 14 Please wait flamengo Bruno

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    Por Um Mundial Mais Importante

    Esporte

    1 – Ser campeão do mundo.

    O que essa frase quer dizer? Na minha concepção e na da maioria das pessoas, significa ser o melhor do mundo, correto?

    Sim e não.

    Quando o assunto é futebol interclubes (leia-se entre clubes, não seleções) a frase em questão não tem sentido.

    Como assim, Bruno? Você deve perguntar.

    Simples, é cultural, os clubes europeus não dão a devida importância aos mundiais interclubes como nós, sul americanos fazemos.

    Não lembro como foi a postura do Milan ou Barcelona nas finais contra o São Paulo, entretanto, lembro de alguns casos que ficaram evidentes que o mundial é o ápice para o futebol da América do Sul e somente bacana para a Europa.

    Em 1998, o Vasco da Gama perdeu para o Real Madrid e os espanhóis nem comemoraram direito, mesmo ganhando. Em 2005, o São Paulo bateu o Liverpool e no fim da partida só o Gerrard chorou e se lamentou excessivamente, o restante do grupo colocou seus respectivos ipods nos ouvidos e foram embora.

    Isso tira o brilhantismo da vitória tricolor? De forma alguma, que isso fique claro.

    2 – Formato do Mundial Interclubes

    Duas perguntas antes de qualquer coisa:

    Na ótica do futebol Europeu, qual campeonato é mais importante, Copa América ou Copa do Mundo?

    Ainda sob a mesma ótica, qual campeonato é mais importante, Eurocopa ou Copa do Mundo?

    Eu não sou europeu, mas tenho certeza que 99,9% deles responderiam Copa do Mundo para ambas as perguntas.
    Agora pergunto novamente, por qual motivo o mundial interclubes não tem o mesmo peso para os europeus?

    Ficou claro nos últimos tempos, que o problema não é somente o torneio em si, mas sim o descaso que os Europeus têm com os clubes sul americanos.

    Por mais que o clube tenha conquistado títulos importantes como o Internacional, nesta Copa Audi disputada pelos gaúchos, Barcelona, Bayern e Milan, ficou comprovado tal indiferença.

    Os dirigentes destes grandes do futebol chamaram o campeão da América e do mundo em 2006 e campeão da América em 2010, de Porto Alegre. Isso mesmo, chamaram o colorado de Porto Alegre e não pelo seu nome de fato. Total desconsideração com a grandeza do Inter.

    A imprensa inglesa foi debochada ao falar do Corinthians quando fez proposta a Tevez. Eles só esqueceram que o Manchester City é um time de poucos títulos e se não fosse um Sheik da vida assumir as despesas do clube, a cidade de Manchester teria somente um clube de expressão.

    Sem contar o fato dos europeus estarem quebrados financeiramente e o Brasil em ascensão.

    O que ficou evidente é que as equipes aqui são mais conhecidas pelos jogadores famosos que passaram por eles, do que pelas conquistas.

    Parece que eles só dão a devida importância ao Brasil quando precisam repor seus atletas.

    A questão é que os gringos não são nada disso. O Milan, campeão italiano, perdeu do Internacional ou para o Porto Alegre, o clube Milanês com elenco completo e o brasileiro somente jogando com o time misto.

    E aí, eles não são os melhores?

    3 – Por um mundial mais importante.

    Só para ter uma idéia da desfeita com o torneio mundial, os campeonatos mundiais realizados até 2000 não são reconhecidos pela FIFA, a qual começou a valorizar este modelo de competição com o Mundial Interclubes FIFA realizado no Brasil em 2000. Após isso, houve mais 4 anos de mundiais não reconhecidos pela FIFA, até que em 2005 foi instituído definitivamente tal como é até hoje.

    A FIFA deveria tomar uma providência em relação isso. Os times do mundo deveriam ter mais duelos. Poderíamos ver todo ano um Flamengo e Manchester, Real Madrid e Corinthians, São Paulo e Barcelona ou qualquer partida que seja, creio que um mundial mais extenso seria justo.

    Nem que o torneio seja realizado de tempos em tempos como a Copa do Mundo.

    Acho que mundo merece saber quem é o melhor.

    Todos os esportes tratam suas competições mundiais como o ápice do sucesso.

    O próprio futebol é assim, mas somente com seleções, não com clubes.

    Eu queria ver se o Cristiano Ronaldo é bom jogando contra a catimba argentina, se os italianos bateriam tanto com árbitros brasileiros apitando seus jogos ou se os ingleses e seu futebol mais caro do mundo fariam frente ao futebol mais disputado do planeta, o brasileiro.

    Sinceramente, acredito que o futebol sul americano despontaria como vencedor nessa hipotética competição.

    A FIFA poderia pensar mais sobre isso e parar com esse regionalismo instalado no futebol há tempos.

    Outra coisa, imagina o quanto giraria de dinheiro num torneio mundial levado a sério por todos os clubes do mundo?

    Qual a opinião de vocês?

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  • 26/jul 11 Please wait rica1 Bruno

    por:

    Ricardo Teixeira, até quando?

    Esporte

    Desde que mundo é mundo, o poder concentra-se nas mãos de uma minoria, a qual em sua maioria quase que absoluta, o utiliza em beneficio próprio.

    Computadores, Ipods e aviões foram inventados, mas o conceito relacionado ao poder, infelizmente, continua o mesmo.

    Geralmente, esses caras que detém a força, a utiliza para mantê-loS mais ainda no poder. Isso na linguagem política leva o nome de ditadura.

    Chavez na Venezuela, Kadafi na Líbia ou Mubarak no Egito, todos são exemplos de maus líderes, que através da sua influência no comando promovem a manutenção de seu próprio poder. Por esse motivo se estabelecem por anos e anos frente a uma nação, independente da vontade desta.

    Pelo visto no futebol não é diferente. A FIFA, maior entidade do esporte, é um exemplo disso. Evidentemente nossa querida CBF ou mesmo a CONMEBOL seguem essa mesma linha SUJA.

    A CBF comanda o melhor futebol do mundo, o brasileiro. Porém, não faz jus algum ao nosso talento, nem ao nosso maior bem cultural.
    Até aí nenhuma novidade, afinal cansamos de ouvir críticas relacionadas ao presidente da CBF Ricardo Teixeira, inclusive a Rede Record fez, recentemente, um especial de matérias voltadas somente às corrupções desse manda chuva do futebol.

    Entretanto, antigamente os escândalos eram mais camuflados, por debaixo dos panos. Hoje em dia não, a mídia está em cima e a “merda” transborda de todos os lados.

    Ricardo Teixeira, diante dessa nova realidade, ao invés de se colocar em posição defensiva, escancarou seu sarcasmo e cara de pau, destrinchou ofensas a mídia e se mostrou totalmente confiante em relação ao seu intocável cargo.

    Umas 2 ou 3 semanas atrás, saiu uma entrevista de Teixeira a uma repórter da Revista Piauí, e o tiozão barrigudo não poupou declarações polêmicas.

    Disse que empresas de comunicação renomadas, como Folha, Lance, ESPN e UOL ficam repetindo as mesmas merdas (utilizou este termo mesmo) sobre ele. Desdenhou esses veículos, alegando que a abrangência nacional dessas empresas é nula.

    Lembrando que o UOL é o maior portal da internet brasileira, a Folha é um dos principais jornais de São Paulo, que é uma das 5 maiores cidades do MUNDO, e o Lance é um dos principais jornais esportivos do país. Já a ESPN, é o maior canal de esportes dos EUA. Será que o Ricardão tá certo?

    Na verdade não importa. Ele menciona que até mesmo a poderosa Rede Globo não pode com ele. Quando a emissora carioca se meteu a besta, ele mudou o horário de um jogo do Brasil e tal atitude promoveu a perda de muito dinheiro ao maior canal aberto brasileiro.

    Se a Globo não pode, quem é que pode?

    Ele diz, de forma geral, que nossa imprensa brasileira é vagabunda.

    Ricardo Teixeira está tão acima do bem e do mal, que indiretamente nos chama de idiota nessa matéria.

    Diz que fará atrocidades contra a imprensa na Copa de 2014, como pode isso?

    Ricardo Teixeira

    Ele comprova que nada pode derrubá-lo, afinal de contas a CBF é um bem privado. Não podemos fazer como na Líbia ou Egito, onde pessoas organizaram enormes manifestações para tirar os ditadores do poder.

    Ricardo Teixeira continua no cargo, sabem por qual motivo? Pois os presidentes do meu e seu time votam nele.

    Isso mostra que o buraco pode ser mais embaixo.

    Vi no Twitter uma mensagem muito interessante, a qual coloca o seguinte: Enquanto o futebol for dominado por essas pessoas, nossa gente de bem devia torcer contra a seleção brasileira.

    Claro que isso é muito difícil de acontecer, mas faz todo sentido.

    Em tempo: Juca Kfouri está promovendo um megatwittaço para derrubar o homem forte da CBF. Se você concorda com isso e pretende ao menos fazer sua parte, acesse http://t.co/ah72fUE, twitte esse post ou divulgue de alguma forma. Esse megatwittaço ocorrerá a partir de zero hora dessa quarta-feira 27/07, nossa parte é promover um tweet com a hashtag #foraRICARDOTEIXEIRA.

    Nosso futebol deve ser gerido por alguém que o ame mais que qualquer outra coisa no mundo.

    Veja a matéria que coloca as declarações de Ricardo Teixeira.

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    Abs!

  • 10/jun 4 Please wait ronaldo2 Bruno

    por:

    Quem Será Nosso Próximo Gênio?

    Esporte

    Ronaldo Fenômeno parou, agora definitivamente. Despediu-se de nossa seleção brasileira na última terça feira, deixando uma linda história cravada em nossa retina.

    Jogadores como ele não surgem todos os dias. Nem aqui, no Brasil.

    Em 1994, 24 anos de jejum de títulos de Copa do Mundo, vencemos nos Estados Unidos, e Ronaldo com 17 anos já se aquecia para a formidável jornada atuando pela nossa seleção nacional.

    Todos nós sabemos, que o Brasil é indiscutivelmente o maior celeiro de atletas de futebol do mundo. Hoje em dia, o esporte se mostra um modelo de negócio rentável, e já enxergamos com normalidade a transferência de nossos craques para o futebol de primeiro mundo.

    Por maior que seja o número de jogadores qualificados lançados nas terras tupiniquins, não sabemos quando teremos outro Ronaldo, muito menos se esse cara surgirá de nossas bases.

    O R9 está inserido num seleto grupo de atletas, que surgem de tempos em tempos e estão classificados em outro patamar de qualidade, são GÊNIOS do esporte.

    Pelé, Maradona, Beckenbauer e Zidane, são alguns dos exemplos para o futebol.

    Tiger Woods é referência no golf.

    Jordan no basquete, Senna e Schumacher na F1 e por aí vai…

    Temos excelentes físicos pelo mundo, mas não teremos sempre um Albert Einstein. Maravilhosos economistas, mas nem todos são como Keynes, Marx ou Smith.

    Há gênios que são mais que únicos, de tal sorte que nunca foram substituídos à altura no decorrer da história, como Leonardo da Vinci.

    Onde eu quero chegar com toda essa ladainha? Simples, manchetes pipocavam nos principais portais da internet e jornais do país, dizendo que Ronaldo “passaria o bastão de ídolo nacional” para Neymar.

    O garoto tem capacidade? Sem dúvida alguma.

    Entretanto seria ele O CARA? Ninguém saberá dizer.

    Quando o Robinho surgiu no futebol, eu tinha concepções parecidas com as que tenho do Neymar hoje em dia. Atualmente comparar Robinho com Ronaldo já é um pecado, estender tal comparação aos serviços prestados pela seleção brasileira chega a ser uma heresia.

    Nós, brasileiros, somos o maior “produtores” de craques de futebol do planeta, mas não de GÊNIOS. Esses caras podem nascer em qualquer lugar. Puskás era húngaro, por exemplo.

    Acredito sim, que tivemos mais GÊNIOS que os outros por aí, porém Ronaldo é o último que vi jogar pelo Brasil.

    Quanto a vocês, o que acham? Algum palpite?

    Quem será o próximo GÊNIO a nos dar orgulho vestindo a “amerelinha” mais querida do mundo?

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  • 03/jun 1 Please wait libertadores Bruno

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    Libertadores da América e o Anti Futebol

    Esporte

    A Copa Libertadores da América é um torneio fantástico. Reúne o que há de melhor no futebol sul americano e geralmente promove disputas históricas e com muita rivalidade.

    Todos sabemos da hegemonia brasileira no futebol mundial, mas isso não se aplica a este campeonato.

    Nossos hermanos argentinos estão em primeiro com 22 títulos conquistados, 8 títulos a nossa frente, ocupamos a segunda posição com 14 taças.

    Apesar de toda essa discrepância, podemos compreendê-la se analisarmos as características que moldam a Libertadores, a qual indiscutivelmente é um campeonato diferente de todos os outros.

    Primeiramente me lembro que o maior torneio sul americano foi levado realmente a sério pelos clubes brasileiros no começo da década de 90, especialmente após as vitoriosas campanhas do São Paulo F.C. Antes disso era sim um torneio valorizado por nós brasileiros, mas não como hoje, nem perto disso. Clubes se preparam realmente para disputá-la, tanto para buscar a classificação quanto para jogar o torneio efetivamente.

    Crescemos ouvindo dizer que a Libertadores é especial. Um torneio muito catimbado, jogado com o psicológico na ponta da chuteira. Me arrisco a dizer que levar esse troféu para casa, é necessário 55% de técnica e 45% de força mental.

    Para o Brasil, o fator idioma nos coloca um degrau abaixo, afinal somos os únicos em território sul americano que falamos Português.

    Acho muito bacana toda essa peculiaridade do campeonato, mas essa mesma peculiaridade é composta de fatores negativos que prejudicam o espetáculo e alimentam a injustiça.

    Para começo de conversa, a CONMOBOL (confederação sul americana de futebol) é uma bagunça sem tamanho. Nunca vi penalidades severas serem aplicadas por tal entidade em casos de violência em estádios, erros de arbitragens, problemas de segurança com torcidas visitantes e etc…

    A Taça Libertadores preza pelo jogo feio, pela bola sem rolar, pelos carrinhos maldosos e jogadas ríspidas. Afinal, não há suspensão por número de cartões amarelos, somente uma multa de 100 dólares por cada cartão recebido.

    Se o seu time está buscando resultado faltando 15 minutos para o término de uma partida, é muita vantagem o time adversário “fazer cera” e praticar o anti jogo para segurar a onda. Caso o árbitro faça alguma coisa aplicando um cartão amarelo, o atleta não é suspenso e os 100 dólares acabam sendo extremamente bem pagos.

    Os árbitros da Libertadores não possuem o hábito de coibir o anti jogo, a catimba. Lembro da final da Copa Sul Americana (mesmo esquema da Libertadores praticamente) entre Fluminense e LDU. O Flu precisava de um gol para ser campeão. Chegou aos 40 do segundo tempo e o juizão deu 5 minutos de acréscimo. Juro para vocês, tanto que me chamou a atenção e eu lembro disso até hoje, eu contei, dos 40 minutos do segundo tempo até o fim do jogo nos 50 minutos, a bola rolou menos de 1 minuto. Não preciso dizer que a LDU levou o campeonato. Isso não pode acontecer. Foram 10 minutos de bola parada!!! Sem contar a catimba ao longo de toda a partida.

    No último jogo do Santos contra o Cerro Porteño, Muricy Ramalho foi atingido na testa por um objeto lançado pela torcida do Cerro. Certamente alguma punição branda acontecerá, mas nada especial. Nada que faça jus a gravidade do caso.

    Isso que houve com o Muricy, é algo extremamente corriqueiro em campeonatos sul americanos.

    Acredito que alguém precisa morrer para que algo seja mudado, infelizmente parece essa ser a realidade.

    Alguém lembra algum time brasileiro ser beneficiado por árbitros na Libertadores contra algum clube gringo? Claro que isso pode ter acontecido, mas grande parte dos problemas de arbitragens são contra brasileiros.

    Esse é o único formato em que equatorianos, colombianos, paraguaios e chilenos ganham campeonatos internacionais. As seleções dessas mesmas nações, quando disputam Copa do Mundo, geralmente têm atuações imperceptíveis.

    Porém quando o jogo é na porrada, todo mundo tem chance de ganhar, pois a coisa é disputada no detalhe, numa bola parada.

    A Copa Santander Libertadores, como é chamada hoje em dia, é sim um campeonato MAGNÍFICO, o maior da América Latina. Mas é exemplo de campeonato em que o bom futebol é lembrado por último.

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  • 27/mai 4 Please wait man Bruno

    por:

    O grande e único Manchester United

    Esporte

    Amanhã pela tarde teremos a imensa satisfação de contemplar a formidável partida, final da Liga dos Campeões da Europa, entre Manchester United e Barcelona.

    Vou aproveitar este gancho para falar especificamente do Manchester United, um time distinto de tudo o que vemos nesse mundo da bola. Continue lendo »

  • 20/mai 14 Please wait ronaldinho Bruno

    por:

    Ninguém desaprende a jogar bola

    Esporte

    Brasil, realizo hoje minha primeira aparição como colunista neste blog, o qual ampliou seus horizontes e agora oferece outras atrações, tal como esta, um espaço reservado para dissertar temas relacionados a esporte, e logicamente debater, trocar idéias, conhecimentos e afins… Não preciso dizer que tudo isso será da forma mais civilizada possível.

    Meu nome é Bruno, sou adorador de esportes, especialmente discutir sobre eles. Um amigo de infância chamado Leandro Boudakian , hoje um promissor repórter esportivo da Rádio Transamérica, se juntou a mim no começo deste ano para colocar idéias num blog sobre esportes, com foco maior no grande amor do brasileiro, nosso futebol.

    A partir de então, comecei a empreitada de escrever sobre diversos assuntos esportivos, colocando minha opinião, porém com imparcialidade, ao menos tento com todas minhas forças.

    Mas não é fácil.

    Fiquei imaginando o que eu poderia escrever nessa primeira abordagem como colunista do XPock, achei por bem colocar em prática o que a maioria dos torcedores adoram fazer, CORNETAR.

    Não importa se cornetar o próprio time, o adversário, a seleção brasileira ou a Argentina, torcedores gostam de cornetar.

    Não sei se esse termo é tipicamente paulistano (minha terrinha), mas significa basicamente criticar, isso no sentido mais amplo da palavra.

    Você que gosta de futebol ou acompanha a coisa mesmo que minimamente, já percebeu que alguns jogadores jogam muito num clube, mas em outros não. Até mesmo aqueles que  jogam demais numa época específica, depois nada mais dá certo pro cara. Há também jogadores que só vão bem em times pequenos e por aí vai… Enfim, há algumas categorias que englobam o tema DESAPRENDER A JOGAR FUTEBOL.

    Essa é um assunto  muito complexo, e confesso que consigo apontar alguns fatores que acarretam neste problema, mas não encontro uma justifica definitiva para isso.

    O ambiente de um clube faz total diferença no desempenho de um jogador. Estar perto de sua família também. O clima, a pressão, o peso da camisa, histórico de lesões, forma física, dentre outros…

    Tudo isso influencia, mas ninguém perde o jeito de uma hora para outra. Especialmente na atividade que melhor exerce na vida.

    Temos vários exemplos, vou mencionar alguns, mas tenho plena certeza que todos vocês têm, ao menos, 2 outros casos que ilustram todo esse papo.

    Vágner Love, voltou da Rússia para jogar no clube que o revelou, o Palmeiras. Chegou num excelente clima, o time em primeiro do brasileiro e sob comando de Muricy Ramalho. O cara nada fez, ainda causou um racha no elenco devido a seus altos salários e altas baladas. Foi agredido por torcedores e pediu transferência para o Flamengo.

    O atacante Adriano, ganhou um brasileiro pelo Flamengo, teve participação fundamental neste título. Porém, na metade do ano seguinte, se transferiu para a Itália, mais precisamente o Roma. Não marcou sequer 1 gol nesta passagem de 6 meses pela terra que o apelidou de IMPERADOR.

    Robinho é outro, arrebentou enquanto atuava pelo Santos, logo nos primeiros anos de carreira. Quando partiu para a Europa, nunca se consolidou de maneira efetiva, fazendo a diferença como fez Kaká, Ronaldo, Roberto Carlos e até Adriano durante seu período de Inter de Milão. Hoje acredito que vive sua melhor fase no velho continente, jogando pelo Milan da Itália.

    O caso que mais me incomoda e que serviu de inspiração deste post, é o caso do nosso querido Ronaldinho Gaucho.

    Vamos recapitular sua novela no regresso ao Brasil. Foi praticamente leiloado pelo seu irmão e empresário Assis. Palmeiras, Grêmio e Flamengo disputavam o jogador. Deu indícios que optaria pelo Grêmio, clube que o formou para o futebol, porém chegou a acertar com o Palmeiras, e por fim foi para o Flamengo. Complicado, né?

    É totalmente perceptível que esses atletas de ponta quando retornam ao nosso futebol, mesmo com mais idade, algumas lesões na bagagem, e por vezes fora de forma, mostram técnica acima da nossa costumeira média. Literalmente se destacam entre os demais, e não faltam provas quanto a isso.

    Adriano no Flamengo, Fred no Fluminense, Ronaldo no Corinthians, Ricardo Oliveira no São Paulo (em rápida passagem) e até o Robinho na volta ao Santos, mesmo jogando muito abaixo do potencial que conhecemos, destacou-se no peixe e levou 2 canecos nos 5 ou 6 meses que jogou por aqui.

    Me arrisco a dizer que Ronaldinho hoje possui o maior salário do futebol brasileiro, senão um dos 3 maiores.

    O que ele está jogando? Nada.

    É um ótimo cobrador de faltas e pênaltis, ponto. Mesmo assim perdeu um pênalti há pouco tempo.

    Alguém me explica, como aquele mágico da bola, que fazia o que queria com a redonda, por 2 vezes considerado pela FIFA o melhor do mundo, é hoje esse cara inexpressivo?

    Tem lampejos de craque, mas cada vez é menos decisivo.

    Esse declínio não vem de agora. Seu último ano pelo Barcelona já dava indícios que a fase não era a mesma.

    Mas essa tal má fase nunca mais acabou.

    Pode ser que eu ele jogue muito no Campeonato Brasileiro. Mas se já tava complicado contra o Cabofriense, Madureira, Olaria e Duque de Caxias no campeonato carioca, nosso campeonato nacional é muito mais difícil e cansativo.

    Como pode? Como pode uma pessoa que jogava tudo isso (confira o vídeo abaixo), hoje é um jogador que sinceramente não merece nem o salário que ganha.

    Nunca pensei que diria isso de Ronaldinho Gaúcho, mas ele é minha grande decepção do ano “futebolísco” de 2011 até agora.

    Tô muito equivocado, minha gente?

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