Na lista de favoritos de nove entre 10 especialistas, Brasil, Espanha e Argentina são figurinhas garantidas. No entanto, muitoas fazem uma ressalva: não se pode subestimar a Alemanha.
Os germânicos são os mais estáveis em termos de Copas do Mundo. Se não são os mais campeões, são os que mais disputaram semifinais e finais de Mundiais.
Mesmo quando entram desacreditados, superam as expectativas. Nas duas últimas Copas, poucos apostavam neles e foram vices em 2002 e terceiros em 2006.
Mas a Copa deste ano trás dificuldades maiores para a seleção comandada por Joachim Löw. Em novembro de 2009, o país ficou chocado com o suicídio de Robert Enke (32), titular da seleção e do Hannover. O jogador sofria de fortes depressões desde a morte do filho, tempos atrás.
Os fatos seguintes, se não foram tão dramáticos, não foram animadores para Löw. O principal problema foi a lesão de Michael Ballack, capitão da seleção e principal jogador do time.
Mas Ballack foi apenas mais um dos desfalques. Em janeiro, Löw já havia perdido o meia Simon Rolfes (28), dias após o treinador declarar que não contava com o veterano Torsten Frings para a Copa.
Em abril passado, foi a vez do goleiro e futuro capitão do time (após a saída de Ballack) René Adler, do Bayer Leverkusen. Em maio, a já citada contusão de Ballack, numa entrada do ganês Boateng, irmão do também Boateng, que atua pela seleção alemã. Detalhe: Ballack e Enke eram amigos de infância.
25 de maio: Christian Traesch, meio-campista do Stuttgart também se machuca e é mais um desfalque. A última baixa, em 30 de maio passado, foi do zagueiro Heiko Westermann (27). Enfim, problemas não faltam!
O que fica é a dúvida: o que poderá fazer esta seleção alemã? Cheia de jogadores poloneses e até brasileiro naturalizado, os alemães chegam à África do Sul para manter a escrita de boas campanhas. E alguém seria capaz de duvidar deles? Eu, não.















