Letras sobre a paradinha

Assim como Ronaldo fez em sua estreia no Corinthians, marcando num clássico, Robinho deixou sua marca em seu retorno ao Santos, diante do São Paulo. Melhor, foi um golaço. Pior, estão dando mais atenção à paradinha na cobrança de pênalti do Neymar, do que ao golaço de Robinho.

A discussão sobre a paradinha não é nova. Sou contra, por entender que o goleiro já tem desvantagens suficientes na hora de um pênalti. E, como disse Kaká ontem na hora do jogo, pelo twitter, “essa paradinha só no Brasil”.

No entanto, ser a favor ou contra não é relevante nesse momento. Isto porque a polêmica veio à tona pelas reclamações de Rogério Ceni sobre a cobrança do jovem atacante santista. Ué, mas todo mundo já viu o goleiro do São Paulo cobrar penalidades usando do mesmo artifício que agora vem criticar. Para mim, isto por si só, desqualificaria a reclamação.

Pior é ver esse estardalhaço da mídia sobre isso. Ora, muita gente pode não gostar do Robinho, mas o retorno de um jogador do porte dele ao país, para o clube que o revelou, marcando um golaço na estreia, numa clássico regional, é, sem dúvida, um fato relevante, inclusive com repercussão em diversos meios de comunicação ao redor do mundo.

Portanto, parabéns ao Robinho pelo gol e ao Santos por estar conseguindo montar um time que, pelo menos, gera boas expectativas ao seu torcedor. De resto, se a Fifa não proíbe a paradinha, não temos o direito de vir aqui recriminá-la.

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