Mais um trapalhão na Copa

Correndo o risco de ser taxado de crítico (ou reclamão) de arbitragem, eis mais um post sobre o assunto. Se aquele falava (mal) da escolha de Carlos Eugênio Simon, agora critico a ida de Martin Hansson, da Suécia.

Para quem não sabe, ele era o apitador na partida entre França e Irlanda, aquela do lance de mão de Thierry Henry, que originou o gol que classificou os “Bleus” para o Mundial. Mas isso faz tanto tempo, por que só agora a minha revolta?

Ora, porque ele aprontou novamente na partida entre Porto e Arsenal, na Champions League, vencida por 2 a 1 pelos portugueses. Sem entrar no mérito se foi ou não pênalti em Carlos Vela, discuto aqui o lance que originou o gol da vitória portuguesa.

O zagueiro Sol Campbell recua a bola, Fabianski segurou com a mão e Hansson marcou a irregularidade. Eis que o goleiro do Arsenal deixa a bola nas mãos do árbitro e se vira, indo em direção ao gol. Hansson rapidamente entrega a bola a um jogador português, que cobra a falta com rapidez e Falcão Garcia marca o gol.

Ingenuidade do goleiro polonês? Talvez, mas Hansson não poderia validar o lance. Se a bola estava com ele, ele não poderia deixar que o jogo recomeçasse sem que os jogadores do clube inglês estivessem posicionados. Foi acreditando nisso que Fabianski virou as costas para a bola.

Não estivesse a bola nas mãos do árbitro, seria normalíssimo a cobrança rápida e o gol do Porto. Ao meu ver, gol ilegal, culpa do árbitro, que está cada vez mais famoso por aprontar das suas. E o veremos na África do Sul. Lamentável!

PS: Passada a crítica ao árbitro, que noite escabrosa para o pobre goleiro reserva do time inglês, hein? Nada pior do que ter uma oportunidade e falhar em dois lances capitais. No primeiro, um frango incrível, no segundo, segurando com as mãos uma bola recuada.

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