A resposta é: DEPENDE!

Ninguém quer ter limitação de movimento, ninguém sonha com isso, não é fácil aceitar que um dia você pode fazer tudo (guarde essa frase) e de repente você se vê com algumas limitações. Por esse motivo não é incomum encontrar pessoas vivendo grandes períodos de luto (aquele momento que você ainda não aceitou o ocorrido, está entregue a tristeza e se vendo sem saída). Quem está vivendo esse momento, recomendo ler o Livro Sorrindo para a Vida, sai por R$ 36,90.

Pois bem, a boa notícia é que existe luz no fim do túnel, sempre há uma saída e o fato de não poder mais fazer tudo é apenas um bicho na sua cabeça, você pode, você se adapta, você consegue. E não sou eu que digo isso, é o vídeo! Assista e entenderá perfeitamente.

Falo desse assunto com certa propriedade, meu filho (Levi) tem paralisia cerebral. Vivi esse momento de luto, ele tem suas limitações, mas hoje vivemos tranquilásso. Ok, é mais trabalhoso? Sim, ninguém está dizendo que é fácil, mas também não é difícil. 🙂

Quer outro exemplo, o Levi tem um colega que é bem grave nas limitações de movimento (quadriparesia espástica grave, deficiência auditiva e visual), se comunica utilizando uma técnica (que seus pais criaram) apenas movendo a mão (ele não consegue digitar). Resumo da ópera, ele se chama Gabriel Esmeraldo, é super dotado, poeta, aluno destaque do colégio e mesmo com sua pouca idade (12) ELE JÁ FEZ RAPEL NAS MONTANHAS! Coisa que eu nunca fiz.

Consegue entender? Tudo depende da vontade, da coragem de seguir em frente, de aceitar que existem limitações e meter as caras para ser feliz ou fazer quem você ama feliz. Simples? Sim, é simples.

Esse no vídeo abaixo é o Gabriel, fonte de inspiração pra muita gente, uma potência, e essa é sua professora lendo um cordel escrito por ele.

“Apesar de nossa limitação, somos sem limites em nossa superação. Acreditem-nos…” (Esmeraldo, Gabriel)

Sobre o livro que citei no começo da postagem, ele conta a história do meu filho (Levi) e de outras 11 crianças especiais (incluindo o Gabriel), de como foi a recepção da notícia, período de luto e como contornamos tudo isso para levar uma vida normal. Lançamos ano passado (começo do ano) e toda renda está sendo revertida para ajudar crianças especiais. 😉